
Ao entrar ontem (20/setembro/2011) na página do Banco do Brasil, para fazer uma transação, me deparei um imenso banner, fazendo apologia do desarmamento da população ordeira.
Me senti ultrajado, enviei a mensagem abaixo para o meu gerente. Também liguei para o SAC do Banco do Brasil, 0800 729 0722, opções 4, 3 e lá a mesma mensagem para a atendente:
Se quiserem referenciar o protocolo de atendimento da minha reclamação é 13378362
Gostaria que o Banco do Brasil se abstivesse de participar de quaisquer tipos de campanhas que tenha por objetivo erodir ainda mais os direitos dos Brasileiros.
O cidadão brasileiro pode possuir uma arma, de acordo com os termos altamente restritivos da Lei 10.826/2003, o famigerado Estatuto do Desarmamento.
Tal estatuto, que além de não ter surtido efeito nenhum, previa a realização de um referendo sobre a proibição do comércio de armas e munições no território nacional. O resultado, a voz do povo, que afirmou categoricamente que deseja poder comprar armas e munições, é solenemente ignorado pelo governo.
Tal referendo é a mais draconiana das legislações do tipo jamais promulgadas no Brasil, superando inclusive o Decreto 1246/1936, promulgado pelo Governo Provisório de Vargas, após a Intentona Comunista de 1935. Tal governo foi claramente de natureza autoritória e ditatorial.
Como eu não desejo que o meu dinheiro seja usado para financiar a transformação do Brasil num estado policial onde apenas os bandidos e o estado têm armas, caso o Banco não cesse imediatamente a veiculação do banner da campanha do desarmamento, também chamada campanha do enganamento por ser baseada apenas e tão somente em falácias e mentiras, irei encerrar minha conta no BB, retirar todos os meus investimentos e cancelar todos os produtos que por ventura tenha adquirido.
O Banco do Brasil é estatal. Mas não é o governo. Pelo menos não deveria.
O dinheiro que alimenta o BB é dos seus clientes e de todos os Brasileiros.Está mais do que sabido, comprovado, que a redução do número de armas nas mãos da população não tem nenhum efeito positivo sobre os índices de violência. Muito pelo contrário, todos os países que conseguiram implantar com algum sucesso suas políticas de desarmamento viram os índices de violência dispararem vertiginosamente.
Não é necessário repetir os muitos casos de desarmamento na história que antecederam ditaduras sangretas ou massacres das minorias indesejadas.
Como contra-exemplo, durante o goveno militar no Brasil, mesmo após o recrudescimento das tensões em 1968, com a guerrilha do Araguaia, não promoveram novas restriçõs ao armamento dos cidadãos de bem.
Por fim, envio coloco à disposição esta carta aberta ao Banco do Brasil, que por ato falho, ia escrevendo Bando do Brasil.
Campinas, 21 de setembro de 2011
Tomando conhecimento da veiculação de campanha publicitária em favor do desarmamento pelo Banco do Brasil, através de banner publicado em seu portal na internet, valemo-nos desta para tecer breves considerações sobre o tema.
Inicialmente, registramos acreditarmos na democracia e indepedência dos três poderes. Portanto, mesmo tendo o povo brasileiro, maciça e democraticamente, decidido contra o desarmamento em referendo realizado em 2005, e não fazendo o Banco do Brasil parte da administração pública, sento tão somente uma empresa de economia mista, julgamos que não cabe ao banco apoiar campanhas que visem retirar direitor dos brasileiros.
Entretanto, a fim de que a campanha adotada pelo BB possa se dotar de confiabilidade e perder o status de mera subserviência ao Governo Federal, ou simples hipocrisia, impõem-se sejam feitas algumas breves sugestões:
Temos certeza que, com a adoção imediata destas medidas simples, o BB realmente provará acreditar que os perigos trazidos por uma arma de fogo são, de fato, maiores do que os benefícios de possibilitar a proteção do cidadão honesto contra criminosos.

Atenciosamente,
Paulo Eduardo Pasquini Marcondes
Quem quiser manifestar solidariedade, pode ligar para o SAC do Banco do Brasil e citar o protocolo que listei no começo do texto, podem espalhar este endereço para os seus contatos e nas redes sociais.
Podem me achar pelo twitter @pemarcondes.